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Masturbação tem papel-chave na evolução humana, mostra estudo

É possível que a autoestimulação seja um traço adaptativo e tenha cumprido papel chave na evolução da nossa espécie

Foi graças à masturbação que a espécie humana chegou até aqui. É o que indica um estudo científico publicado neste mês na revista internacional Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences. Segundo os autores, é possível que a autoestimulação seja um traço adaptativo e tenha cumprido papel chave na evolução da nossa espécie.


Trabalhos anteriores também apontam a prática como benéfica para o bem-estar e a saúde sexual, além de melhora do desempenho no sexo.

"Toda questão que envolve sexo interessa para o estudo do nosso processo evolutivo", afirma o professor Tiago Falótico, da USP (Universidade de São Paulo).

A masturbação, porém, é um comportamento que à primeira vista parece deletério, um desperdício de tempo, energia e recursos que não traz vantagens adaptativas. Desta forma, o hábito foi visto por anos como uma consequência natural da sensibilidade na região genital. Alguns especialistas chegaram até a tratá-lo como patologia. Mas as novas descobertas jogam luz sobre a prática.


Para chegar aos resultados, os autores do estudo reuniram informações de 400 fontes, das quais 60% eram publicações científicas e 40% contribuições fornecidas por primatologistas e tratadores de zoológico. Depois, cruzaram os dados com as árvores filogenéticas desses animais e sua coevolução com outras características.


Com os resultados em mãos, os pesquisadores levantaram duas hipóteses para explicar o papel da autoestimulação no jogo de sobrevivência das espécies. A primeira apontava que a prática aumenta as chances de fertilização, fenômeno principalmente associado a ambientes nos quais muitos machos competem com uma fêmea.

A segunda como uma forma de prevenção de infecções. Ao ejacular, segundo os especialistas, animais machos limpam a uretra, eliminando ao menos uma parte de possíveis agentes infecciosos da região.


A masturbação feminina, entretanto, não foi explorada. Suas motivações ainda permanecem pouco claras para os pesquisadores. Uma das razões, de acordo com eles, é a falta de dados científicos, visto que existem menos relatos desse comportamento no mundo animal.

A masturbação ocorre naturalmente entre várias espécies do reino animal. Apesar de não ser exclusividade humana, sua popularidade entre nós, primatas, é inegável. Segundo o novo estudo, a autoestimulação acompanha nosso tronco evolutivo há cerca de 40 milhões de anos. No período, humanos aprenderam a ser criativos na hora de ter prazer sozinho. Foi assim que começou o uso de brinquedos sexuais para alcançar o orgasmo.

Ano passado, pesquisadores relataram na revista científica Ethology como macacos usavam pedras para manipular os órgãos sexuais. Mais do que uma atividade ocasional, a utilização desses recursos era um hábito recorrente do grupo observado, principalmente entre os machos jovens. Por outro lado, as fêmeas se revelaram mais criteriosas na escolha do brinquedo, dando preferência para pedregulhos com bordas afiadas ou texturas.


Urologista e professor da UFF (Universidade Federal Fluminense), Rodrigo Barros diz que a masturbação pode trazer vários benefícios para o bem-estar e saúde sexual. Segundo ele, além de ser uma maneira de atingir a satisfação sem correr o risco de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), é também uma forma de conhecer melhor as zonas erógenas do próprio corpo.

Como bônus, a ejaculação acompanha a liberação neurotransmissores que promovem bem-estar. Em alguns casos, também podem estar associada a melhora do sono, da auto-estima e até do desempenho sexual - benesses bem relatadas em estudos científicos. Uma pesquisa feita entre homens e mulheres noruegueses de diversas idades, por exemplo, revela uma associação entre masturbação e satisfação sexual. O urologista Rodrigo Barros adverte que a prática compulsiva pode ser prejudicial aos adeptos. "Existem pessoas com tendência maior à hipersexualidade que podem criar dependência", afirma.


Outro fator de risco é a prática associada ao consumo excessivo de pornografia, que pode gerar expectativas irreais sobre o sexo e levar ao chamado estilo masturbatório idiossincrático, isto é, o costume a um certo tipo de estímulo que não pode ser reproduzido durante a relação.

Além disso, a compulsão pode trazer problemas para o cotidiano, seja na vida conjugal ou na laboral. Nesses casos, o urologista recomenda a busca de ajuda de profissional especialista em sexualidade humana. Para os demais, a recomendação é seguir o exemplo dos nossos antepassados, e continuar buscando o prazer com as próprias mãos.

(Folhapress)

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